segunda-feira, 11 de junho de 2018

Resenha: A Mulher na Cabine 10 - Ruth Ware


Sabe quando você lê um livro e tem partes que gostou e partes que você se pergunta: Como assim?? O que que é isso?? Pois é, foi esse o meu caso. 
Acho que "A Mulher na Cabine 10" tem uma ótima sinopse, tanto que me interessei muito e comprei. Mas no desenrolar do livro a estória se perde em tanta "encheção de linguiça" e tanta solução maluca. O final me decepcionou, eu fiquei pensando: Hein? Como que é? Ruth, você acha que todo mundo vai comprar essa ideia??? Porque pra mim pareceu meio absurda!

Bem, vamos à estória. Tudo começa quando Lo, 32 anos, jornalista de uma revista de turismo, é assaltada dentro do próprio kitnet. Ela fica perturbada e traumatizada. Ai eis que surge a oportunidade de cobrir o lançamento de um navio/iate de luxo "Aurora Borealis". O navio é pequeno e luxuoso, vários jornalistas de renome estão nesse cruzeiro e é a chance de Lo alavancar a própria carreira. No entanto na 1a noite, ainda meio atordoada pelo medo do assalto e por diversas doses de gim, Whisky e vinho, (sim, porque a protagonista precisa, assim que sair do navio ir pros álcoolotras anôninos, meu deus! nunca vi beber tanto), ela vê um corpo de mulher sendo jogado ao mar. Mas será que tudo não passou de um surto psicótico ou houve realmente um assassinato? Porem, não há registro de ninguém desaparecido no Aurora, e ninguém nunca viu ou ouviu falar da suposta mulher morta. (O mote lembra bem "A mulher na janela").

Vale ressaltar que o livro tem um número grande de personagens, desse modo para gravar todos os que estavam no navio, o que eram e o que faziam, eu tive que anotar num papel, porque já estava começando a me perder. 

O primeiro capítulo é bem interessante, comecei gostando da Lo e foi bem real a angústia e  medo da personagem, mas quando ela entra no navio e começa a tentar solucionar o assassinato, o enredo enrola muito...fica cansativo, da vontade de fazer leitura dinâmica. Os 2 últimos capítulos também são legais, tem muita "sacada" boa da escritora, apesar que o desfecho mesmo que interessa, eu achei meio absurdo...vou dar um spoiler de leve....

Como que uma pessoa se passa pela outra sem ninguém perceber?? Como que a escritora quer que a gente acredite que Carrie era super ultra mega semelhante a Anne? No começo do livro a Lo viu foto de Anne no Wikipedia ao lado do marido, depois a resolução da escritora era dizer que Anne era reclusa na Noruega por isso ninguém a conheceria. Uai! Mas assim como Lo, qualquer um podia dar um google e ver foto de Anne! 

Acho que a ideia do livro é boa, alguns capítulos valem a pena, mas a escritora se enrolou demais no meio de campo e a solução para o assassinato foi bem fraca.

Ah! Uma coisa que me incomodou muito foi que paguei R$49,90 e a edição veio com erros de português e de digitação nas páginas 199 e 200.