quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Crônicas do dia a dia: Cachorros


Eu sou uma pessoa de cachorro, sabe? Tem gente que é de gato, apesar de sempre querer ter um, nunca ninguém deixou...primeiro foram os meus pais, hoje é o marido, mas quem eu amo mesmo é cachorro.
 
Não me lembro sem eles. Em casa sempre tínhamos cães, de preferência fêmeas que são mais dóceis e "não fazem xixi a cada 15cm",  mas já tive alguns cães meninos, como o Don, o Cookie, o Sushi.
 
A minha primeira lembrança de cachorro é Fenicão, uma dog alemã enorme, desengonçada e fofa. Ela matava e morria pela gente. 
Depois tivemos as "Biancas", todas dobermans marrons de orelhas caídas. A dor de perder a primeira Bianca foi tão grande que logo em seguida compramos outra...lembro da Susy, uma fox paulistinha que separava a ervilha da comida, naquela época, isso há quase 30 anos, a gente não tinha dinheiro para comprar ração, então era resto de comida mesmo. Eu lembro da casa cheirando arroz, fubá e moidos, minha mãe fazia um panelão e a cachorrada se esbaldava.
Outra lembrança da minha infância cachorrenta é a das andanças pelo bairro. Toda vez que achávamos um cachorro de rua  minha mãe falava: - Se seguir a gente até em casa, deixamos entrar. E eles entravam.
 
Meu pai que nunca gostou muito dessa ideia e muito menos de cachorro, não sabia de nada, escondíamos os novos integrantes no nosso enorme quintal. Meu pai quase nunca ia no quintal, sempre trabalhando...nem desconfiava das nossas aventuras.

Lembro da Diana, uma vira lata que me seguiu do mercadinho até em casa, ou seja, entrou. Mas  bastou o portão um pouco aberto e a liberdade falou mais alto...sinto falta dela até hoje.
Eu morria de medo da carrocinha, morria de dó em pensar nos cachorros que virariam "sabão".
 
Meu amor maior por cachorro aconteceu em 2000 quando minha mãe decidiu ter um cachorro dentro de casa, a escolhida foi uma poodle, a Pituxa. Essa foi amor à primeira vista e dói meu coração de saudade. 
A Pituxa apesar de ser da mamãe, me escolheu. E eu amei e amo essa cadelinha até hoje e sempre vou guarda-la no coração. A dor de perdê-la foi intensa. É intensa.

Duda dormindo
Três anos atrás conheci a Duda, uma Yorkshire de 5 meses. Ela tossia mais que qualquer pessoa com pneumonia e tinha mais "caspa" que qualquer caspento que você possa imaginar. Cuidei dela e hoje sei que somos "almas gêmeas". Ela me conhece como poucos, é igualzinha a mim: Somos duas velhas dorminhocas! Ela sabe quando estou triste, quando estou brava...quando preciso dela. Duda é perfeita, calma, não late, alegre nos momentos certos, delicada, uma paixão! 

Confesso que peço pros anos não passarem rápido demais, porque quero ela o máximo possível comigo.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Resenha: O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman


"Esse é o problema com as coisas vivas. Não duram muito. Gatinhos num dia, gatos velhos no outro. E depois ficam só as lembranças. E as lembranças desvanecem e se confundem, viram borrões". p. 58

"Ninguém realmente se parece por fora com o que é de fato por dentro. Nem você. Nem eu. As pessoas são muito mais complicadas que isso". p. 129

"Os adultos também se parecem com adultos por dentro. Por fora, são grandes e desatenciosos e sempre sabem o que estão fazendo. Por dentro, eles se aparecem com o que sempre foram. Com o que eram quando tinham a sua idade". p. 130

"Nada nunca é igual...seja um segundo mais tarde ou cem anos depois. Tudo esta sempre se agitando e se revolvendo. E as pessoas mudam tanto quanto os oceanos". p. 185

Como escolher somente um "quote" dentro de um livro tão maravilhoso? Impossivel!
Antes de ler "O Oceano no Fim do Caminho" é bom você entender um pouco do escritor Neil Gaiman, ele é um escritor aclamado pelos seus quadrinhos que misturam mitologia grega, sonho, morte, destino...e seus romances são tem sempre uma "pegada" de fantasia e escapismo.


"O Oceano no Fim do Caminho" parece um livro autobiografico já que em 2008 Gaiman passou por uma separação, e a personagem principal, um menino de 7 anos, não tenha nome na estória e nenhum dos familiares. Já as demais personagens tem nome e sobrenome.

Bom, o livro começa com um homem de 47 anos voltando a Sussex/Inglaterra para um funeral e lá encontra lembranças do passado. Muitas lembranças que ele nem sequer se lembrava, mas elas estavam ali guardadas.

"As memórias de infância às vezes são encobertas e obscurecidas pelo o que vem depois, como brinquedos antigos, esquecidos no fundo do armário abarrotado de um adulto, mas nunca se perdem por completo". p. 14

Esse homem vai até o terreno onde morava na infância e se recorda de um lago que existia no final do caminho, mesmo sem pensar na sua amiga Lettie Hempstock há várias décadas, ele se recorda dela imediatamente quando olha para aquele lago que ela chamava de oceano.  (Título desvendado né?! E eu amei esse título! Lindo!)

Quando ele senta perto do lago várias memórias da infância voltam a florescer e é essa estória que nos é contada.

Quando ele tinha 7 anos, a família do menino passava por dificuldades financeiras e aluga um dos quartos da casa para complementar a renda. Um dos inquilinos é um minerador de Opala. Alguns dias depois de sua chegada, o sujeito é encontrado morto dentro do carro da família. A partir dai coisas inimagináveis começaram a acontecer.

O garoto junto com sua amiga Lettie Hempstock vivem algumas aventuras e emoções a partir de então.

Lettie é uma personagem maravilhosa, ela esteve com o garoto em todos os momentos difíceis e na verdade a gente acaba o livro ... **SPOILLER DETECTADO** sem saber se ela realmente existiu, se era uma amiga imaginária ou se era uma menina. **FIM DO SPOILLER**

Um fato determinante na estória para entendermos as metáforas que Gaiman utiliza, é sempre se lembrar que o garoto era aficionado por leitura, (como o próprio Neil na infância) ele amava livros, a leitura é seu passatempo predileto e existem várias passagens dele com "Contos de Nárnia", "Alice no País das Maravilhas" entre outros títulos cujo gênero é fantasia.



"O Oceano no Fim do Caminho" explora muito bem essa imaginação infantil, a fuga da realidade, como por ex, quando surge a figura de Úrsula, que é uma personagem marcante, tanto por ser psicologicamente brutal como por significar a quebra da família do menino, ele cria todo um universo surrealista que os envolve.

 -Início de Spoiller_
Não levei as passagens surrealistas e fantasiosas ao pé da letra, na minha leitura tudo isso foi despertado pela imaginação do garoto ao ver o homem morto, aquela cena aterrorizante despertou nele um "trauma" que ele conseguiu lidar melhor tendo essas fugas da realidade, como no caso da governanta, que ele não quis "ver" a traição do pai, preferiu ver Úrsula como uma "pulga" , um monstro. Até mesmo o caso da banheira, onde o pai quase o afogou, ele preferiu achar que o pai estava por efeito da governanta malévola.
O oceano para mim tem a função de destino, é o que leva e traz as coisas boas/ruins.
-Fim do Spoiller-

Eu adorei o livro, ele é denso! É marcante! Me fez pensar muito, tanto que acabei de ler no sábado e fiquei até hoje pensando e ruminando ideias.
Tem tanta coisa que eu queria falar sobre ele, porque é tão apavorante, tão surpreendente...é como ser criança de novo e viver os mesmos medos novamente.

Leia! É maravilhoso!

Paguei R$24,50.

AH!! Amei a capa!! Frente e verso são lindos!

sábado, 23 de novembro de 2013

Correio Literário

Olá pessoal!
Vamos ver os livros que chegaram essa semana?

DETONE! da Editora Alfaguara.
Preciso muito ler! Na verdade preciso colocar em prática né? Eliminar uns 10 ou 15kg extras não seria nada mal...voltar ao meu corpitcho de 20 anos...só me falta vontade...
Fundador de duas iniciativas importantes na área da saúde nos Estados Unidos — o 50 Million Pound Challenge e a Makeover Mile — programas que ajudaram milhões de pessoas a perder peso e recuperar a saúde, Dr. Ian K. Smith foi nomeado em 2010 pelo presidente Barack Obama para integrar seu Conselho Presidencial para a Boa Forma, os Esportes e a Nutrição. 
Desde então, seu método de emagrecimento vem sendo seguido por centenas de milhares de norte-americanos, a ponto de seu livro de dieta alcançar o primeiro lugar na lista de mais vendidos do New York Times. Lançado em dezembro de 2012, Detone! A dieta revolucionária que vai livrar você dos quilos extras tem como principal objetivo ajudar a perder os últimos quilos, considerados os mais difíceis de eliminar e cuja resistência muitas vezes acaba por desanimar quem quer emagrecer. 
O Dr.Ian observa que na reta final de qualquer dieta é comum o metabolismo se acostumar aos novos hábitos desenvolvidos, fazendo com que o ritmo de emagrecimento diminua ou caia por completo. Analisando o caso de uma amiga, que havia perdido 30% do peso corporal, mas lutava com 10 quilos restantes que insistiam em permanecer intactos, o médico teve a ideia de criar um programa que usasse tudo o que sabia sobre dieta estratégica, juntando tudo num plano só. Criado para ser seguido em seis semanas, o programa combina espaçamento e substituição de refeições, lanches, exercícios estratégicos e dicas de “confusão dietética” num programa para melhorar o desempenho do corpo, acelerar o metabolismo e ajudar a perder o excesso de peso de forma perene. 

"A Assinatura de Todas as Coisas" de Elizabeth Gilbert, a famosa escritora de "Comer, Rezar e Amar".

Alma Whittaker nasceu na virada dos anos 1800, nos Estados Unidos, filha de um ambicioso botânico que construiu por conta própria uma das maiores fortunas da Filadélfia. Curiosa desde criança, e instruída com rigor pela mãe holandesa, ela aos poucos abraça a mesma devoção do pai e, sozinha, se dedica ao estudo das ciências naturais. Mas algo falta em sua vida. Desiludida no amor, reservada e solitária, Alma conhece um jovem sonhador, exímio desenhista de orquídeas que, assim como ela, é fascinado pelo mundo ao seu redor. Esse é o início de uma intricada e trágica relação, que a levará até os confins da Terra para descobrir não apenas algo sobre ele, mas sobre sua própria natureza. A partir de uma pesquisa minuciosa, e com uma escrita fluente e cativante, Elizabeth Gilbert desfila personagens inesquecíveis: missionários, abolicionistas e aventureiros; gênios e loucos, sonhadores e excêntricos. Ao transportar o leitor para outra época e outras culturas, ela o faz descobrir, assim como Alma, os segredos que a aguardam nos confins desse mundo inexplorado.

"Eu sou Malala" pela editora Companhia das Letras.

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. “Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Resenha: Deixe a Neve Cair - John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle

"Eu sempre tive a opinião de que não se deve nunca desistir de um meio feliz na esperança de um final feliz, porque não existem finais felizes. Sabe o que quero dizer? Há tanto a perder". pág. 200

Confesso que comprei "Deixe a Neve Cair" por causa do John Green, mas tive uma grata surpresa: os contos de Maureen e Lauren são os melhores!

"Deixe a Neve Cair" é um livro que conta 3 histórias distintas e interligadas, são como 3 contos, cada um escrito por um autor diferente. Todas as estórias ocorrem na cidade de Gracetown na véspera de Natal.

Começamos com o conto de Maureen Johnson, nele ficamos conhecendo Jubileu, uma menina de 16 anos que namora Noah e na véspera de Natal é obrigada a pegar um trem para a casa dos avós na Flórida, pois seus pais se meteram em uma encrenca numa loja e foram presos.
A segunda estória é a de John Green que conta as aventuras de Tobin, Duke e JP que enfrentam a nevasca para conseguir ir na Waffle House ver lideres de torcida.
E a última é de Lauren Myracle, onde conhecemos Addie e Jeb, um casal de namorados fofo, mas que estão em crise.


O que mais gostei é que além do fato das estórias serem interligadas, as personagens interagem uma na estória da outra.
Fiquei encantada com o conto de Lauren, com a forma dela conseguir explorar todos as personagens dos contos anteriores, como ela faz Addie refletir sobre si mesma e constrói um romance fofo, uma estória de amor simples e linda! E mostra para o leitor como nós esperamos demais das pessoas que amamos, e que o fato delas não nos amar como queremos, não significa que não nos ame. Cada um demostra como sabe.

No conto de Maureen, a gente conhece Jubileu e Stuart, e aprende que os finais também são recomeços.

Decepcionei-me um pouco com o conto de John Green, porque ele usou mais de 20 páginas para contar como Tobin, JP e Duke se aventuraram na neve, achei uma estória pouco emocional e com muita aventura. Faltou aquele "dom" tão espetacular de Green, já os contos das escritoras valeram o livro inteiro.

Alguem já leu? O que achou?

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Resenha: Feliz Natal Alex Cross - James Patterson

“Chegou a época de celebrar a paz e o amor. Mas os bandidos nunca tiram férias”.
Alex Cross é detetive de homicídios em Washington. Na verdade quem conhece um pouco mais de James Patterson sabe que ele tem uma série de livros, cujo protagonista é Cross (Como o Harlan Coben tem a série do Myron Bolitar). Apesar de serem livros sobre a mesma personagem, as estórias não são interligadas e você consegue ler qualquer livro sem ter lido o anterior.

Toda a narrativa é em 1ª pessoa, o que eu particularmente amo! Sinto-me vivenciando todas as experiências do narrador.

Em “Feliz Natal Alex Cross” temos 3 episódios onde Alex é a figura central. Eu chamaria esses episódios de "contos",  são casos policiais que ele tem que resolver na noite de Natal.

No dia 24 de Dezembro, Cross é chamado pelo padre Harris para armar uma emboscada e capturar o ladrão Lit Lat, que vem roubando todo o dinheiro da igreja.

Horas depois, achando que poderia passar um Natal sossegado com a família, Cross é chamado para tentar resolver o sequestro de uma família inteira, o sequestrador é ninguém menos que Henry Flowler, um advogado ricaço que viu sua vida desmoronar após o divórcio. No entanto há muitos segredos envolvidos nessa estória.

“O que faria alguém tão bem sucedido afundar-se desse jeito?”

Mais tarde já no dia 25/12, ele é convocado pelo FBI para capturar Hala Al Dossari, quem leu “Ameaça Mortal” se lembra dela,  Alex terá que agir com toda a sua perspicácia para controlar a onda de mortes, envenenamentos e explosões que estão acontecendo na estação de trem.

=> Será que mesmo depois de tudo isso ele conseguirá passar o Natal com a Bree, Nana Mama e seus filhos?

James Patterson é um dos maiores escritores do mundo, eu particularmente adoro seus livros, sua sagacidade e o suspense que só ele tem.
Esse livro é muito gostoso de ler, é fininho, tem 175 páginas, a leitura é dinâmica, tem suspense, tem humor, tem aquela pitada de ironia que é sabiamente explorada por Patterson, e que eu adoro! Tem romancinho, tem surpresas...ou seja, maravilhoso pra quem ama um suspense como eu!

Adorei!! Recomendo!







segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Resenha: QuimioTerapia e Beleza - Flávia Flores


“Resolvi escrever esse livro para tentar descobrir-me e saber de onde tirei forças para manter o sorriso apesar das bombas químicas que brigavam em meu corpo durante o tratamento de câncer. Decidi tornar-me parte dessa química, ajudando gente que nunca vi a encontrar beleza e um novo começo onde quase todo mundo vê feiura e fim”. P 12



Quando eu vi que tinha saído o livro "QuimioTerapia e Beleza" eu me interessei de imediato, primeiro porque câncer é uma doença que a maioria das pessoas teme, e eu temo, como também tive uma pessoa jovem e muito próxima de mim com câncer de mama, o que me aterrorizou no começo, mas me aliviou muito depois, pois acabado todo o tratamento e cirurgias, ela esta curada e bem!

Câncer não é um tema fácil, mas Flávia Flores consegue em seu livro passar muita energia boa e otimismo. É um livro leve! 
Claro que ela não levou na esportiva, ela teve momentos de sofrimento, tristeza, medo da morte, medo de ficar careca, mas passada essa fase de revolta, ela conseguiu fazer um projeto lindo!




“Será que vocês entendem se eu disser que o câncer veio como um presente? Pode soar como um pensamento dissimulado, mas foi isso mesmo. A doença me fez enxergar tanta coisa que eu não via!”p. 35


O que mais gostei do livro, além de conhecer a estoria de vida da escritora, são as dicas que ela passa. Eu não sabia por exemplo que existem bancos de doação de peruca.
Outra coisa legal, ela dá dicas de como colocar cílios postiços, fazer sobrancelha com henna, como lavar a peruca, como colocar lenço, como se maquiar, como proceder depois da quimio, o que comer, que exames fazer...são tantas dicas bacanas para quem esta passando por essa fase, que apesar de ser um livro curto e de fácil leitura, é um livro que servirá para a vida toda! Pois é um guia para amigos, parentes e portadores de câncer.

No final tem vários passos a passos de como se maquiar. Tudo fotografado e colorido.


O livro esta muito bem feito, a edição esta linda! Existem dezenas de fotos,  uma sessão de perguntas e respostas, um capítulo só sobre direito dos pacientes, por exemplo, um paciente de ca pode retirar seu FGTS, pode comprar um carro com 30% de desconto e não tem que pagar IPVA, pode se aposentar por invalidez, pedir bolsa família.
Um monte de dicas utilissimas! 

Emocionei-me em vários pontos do livro, pois como disse Gilberto Dimenstein no seu prólogo: "O drama de um câncer serviu para que ela ajudasse a disseminar a beleza. Literalmente.”





sábado, 16 de novembro de 2013

Correio Literário

Olá pessoal!!!
Essa semana chegaram vários livros legais!! Vamos conferir?

Pela Geração Editorial, chegou BRILHO
 
A Terra não existe mais, e em duas naves que procuram um novo mundo no espaço, uma menina de 15 anos precisa casar e engravidar para garantir a sobrevivência da humanidade. Enquanto isso, uma sucessão de acontecimentos eletrizantes torna a jornada pelo espaço algo absolutamente imprevisto.
Temas como religião, a escolha da mulher e a ideia de poder e dominação vão aparecendo muito suavemente articulados ao longo da trama, amarrando o leitor com surpresas e reviravoltas estonteantes. São temas universais, postos num livro por uma escritora surpreendente e que promete arrasar a cena literária a partir desta sua fantástica criação.

BOOKTRAILER (eu adoro booktraillers!)




Pela Arqueiro chegaram dois livros que eu estava ansiosa para ler!
Feliz Natal Alex Cross (Já estou lendo e amando)




e O INOCENTE do meu amado HARLAN COBEN

Pela Novo Conceito chegou ESCONDA-SE, que é mais um Triller da agente D.D. Warren!
E pela Jardim de Livros chegou QUIMIOTERAPIA E BELEZA.
Gostaram?

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Resenha: Adeus à Inocência - Drusilla Campbell



“Quanto mais conhecia Madora, mais sentia que havia nela solidão e tristeza que correspondiam aos mesmos sentimentos que havia nele e que, quando conseguisse encontrar uma maneira de conforta-la, isso o faria sentir-se melhor também. Ele não sabia como faria isso, mas estava determinado a inventar algo mais cedo ou mais tarde”. P. 149

Eu já li muito livro por achar a capa linda, mas quando vi a capa de “Adeus à inocência” confesso que tive que ler a sinopse para me interessar.  Olhem a capa americana que fofa!
Táitulo em inglês: Little Girl Gone
“Adeus à Inocência” conta a estória de Madora, Willis e Django e se passa em Yuma/Arizona. 

Madora é uma menina de 12 anos quando seu pai suicida-se com um tiro na cabeça no meio do deserto. Tal fato fez com que a família se desestabilizasse. 
Passados 5 anos do ocorrido, sua mãe continua em depressão e a menina parou de estudar e se envolveu com más companhias.

Até que conheceu Willis Brock, um rapaz de cabelos compridos, bonito e extremamente respeitador. Ele coloca Madora na linha novamente e depois de alguns anos vão morar juntos numa casa abandonada no deserto. Madora é extremamente apaixonada por ele. Ela é capaz de todas as loucuras em nome desse amor, pois acredita em Willis cegamente, e deseja montar uma família com ele.

No terreno onde moram, além do casebre e de muito ferro velho espalhado, existe um trailler que serve de abrigo para a Linda, uma garota grávida que Willis sequestrou e aprisionou. Willis tem um dom de persuasão muito forte e convence Madora  que esse é o melhor que eles podem fazer por uma garota grávida e perdida.

“Mesmo as jovens ainda com gordurinha da infância. As mais velhas, as magrelinhas, usavam jeans abaixo dos quadris estreitos, ostentando tatuagens de borboletas e os T das calcinhas fio dental. Havia 2 ou 3 que ele seguira até em casa no passado para certificar-se de que estariam a salvo. Ele queria jogar casacos e cobertores sobre todas elas, sair com elas embrulhadas, trancá-las até que caíssem na real e encontrassem alguma dignidade, algum amor-próprio”. P. 137

Nesse meio tempo, conhecemos Django, um garoto de 12 anos que perdeu o pai e mãe num acidente de carro. Ele é de família extremamente rica, pois seu pai era um guitarrista astro de rock, porem agora sem eles, o garoto teve que ir morar numa cidade desértica com a tia Robin, uma mulher um tanto fria que ele mal conhece.
Django e Madora começam uma amizade por causa de Foo, o cachorro de Madora, e aos poucos ela consegue perceber que nem tudo é como imagina/parece.

 “Quem teria imaginado que Madora fosse desenvolver pensamentos próprios?” p. 144

A escritora mostra 3 personagens completamente diferentes, conseguimos entrar na mente de cada um deles e até mesmo entendê-los.
Madora sofreu demais a perda do pai e de certa forma coloca Willis no lugar dele, este tem alguns motivos que o levaram a uma ideologia fanática de “salvar meninas”. Django apesar de ser um menino ainda, tem uma forte visão do que é certo e errado. Ele é a consciência que faltava a Madora.

=> Será que conseguirá resgata-la do fundo do poço?

A narrativa é em 3ª pessoa, as estórias se intercalam, ora ficamos com a estória de Madora ora com a de Django. 
A leitura é rápida, dinâmica, tem momentos de suspense e o que mais me deixou intrigada é que mesmo tendo lido o livro inteiro, ainda  não consigo ter um posicionamento sobre Madora, e é exatamente esse mesmo sentimento que a permeou o livro todo. 

=> Será que ela é tão culpada quanto Willis?

O deserto em que vivem não é só físico, como também emocional e psicológico. Todos personagens vivem numa desolação, numa falta de esperança. Achei sensacional a escritora conseguir nos mostrar tão bem essa ligação.

Gostei muito da estória, principalmente porque é muito atual e o mais interessante é como a escritora conseguiu humanizar cada uma das personagens.