segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Resenha: A garota do penhasco - Lucinda Riley

"Enquanto permaneço aqui sentada meditando sobre a história que vou lhe contar (...) devo ressaltar que ela tem um tema predominante. Esse tema, é claro, é o amor, e as escolhas que todos fazemos por causa desse sentimento.
Muitos de vocês pensarão de imediato que me refiro ao amor de um homem e uma mulher, e em grande parte é isso mesmo, sim. Mas há outras formas preciosas de amor que merecem consideração: por exemplo, a de um pai ou de uma mãe por um filho ou uma filha". pág 8

Com certeza você já ouviu falar de Lucinda Riley ou de seus livros que nos emocionam devido a enorme carga emocional que carregam e pelas histórias longas e muito bem contadas.
Em "A Garota do Penhasco" não é diferente.

Grania é uma mulher independente que saiu da Irlanda há 8 anos e foi morar em Nova York, lá encontrou o amor nos braços de Matt, um psicólogo, filho de um casal rico e arrogante. Ela nunca quis casar com ele, apesar de morarem juntos todos esses anos. Ambos decidem que esta na hora de terem um filho, e para a alegria de ambos, logo Grania engravida, no entanto no 4o mês de gestação ela tem um aborto espontâneo. A tristeza a consome e ela volta para a Irlanda sem falar nada com Matt. (Na verdade tem um motivo, que no final do livro você ficará sabendo).
Em West Cork, ela retorna  à casa dos pais, e conhece uma garota dançando no penhasco, essa é a pequena Aurora Lisle, 8 anos, orfã de mãe há 4. Ela é filha do lindo Alexander, ambos retornaram a pouco tempo de Londres e moram na mansão no alto da colina. 
A menina é muito solitária e ambas se tornam amigas.

"- Ora, tenha dó mãe! Aurora é só uma criança sem mãe que acabou de se mudar de volta para cá (...)
Kathleen suspirou  e sussurrou para sim mesma : - E você é uma mãe sem filha". pág. 53

A mãe de Grania, Kathleen,  não gosta da aproximação da filha com a família Lisle, e decide contar à ela a história por trás dessas famílias, uma estória centenária de amor, luto, morte, dor, e que envolve mais pessoas do que Grania pode imaginar.

"A Garota do Penhasco" é uma estória longa! São mais de 520 páginas, mas a forma como Lucinda conta nos prende de tal forma, que é impossível parar a leitura.
Quando Grania começa a conhecer a estória de Mary e Ryan tudo fica mais interessante, porque o leitor começa a juntar os pontos.

Fiquei extremamente comovida com Mary, com seu amor sem igual, com sua habilidade de cair, se levantar, e batalhar, sempre agindo com o coração e por amor, mesmo que esse não seja retribuído da forma como ela imaginava.  (Não vou me alongar nesse assunto para não cometer spoiler na resenha).

Aurora é uma menina fantástica, de uma maturidade e uma capacidade inata de conseguir lidar com os obstáculos da vida, e nos dá tantas lições! Sua mãe suicida-se quando ela tinha 4 anos de idade, Lily se joga do penhasco na frente da casa, e mesmo assim, a menina consegue ama-la, entende-la e passar por cima desse e de outros "senões" que a vida lhe guarda.

Garnia é uma mulher que cresce e amadurece muito no decorrer da história, ela consegue se conhecer melhor, lidar com seus medos, teimosia e orgulho.

Senti na leitura um "Q" de "Cem Anos de Solidão", depois queria a opinião de quem leu os dois livros, se acham isso também. 

"Quer dizer que enquanto você esta ai sentada na rocha, eu não estou junto de você, amando você como sempre amei, só porque não pode realmente me ver?"

Ah! E pegue o lencinho, porque você provavelmente vai chorar no final.