segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Resenha: Replay - Marc Levy


"Seríamos muito felizes se pudéssemos abandonar a nós mesmos como abandonamos os outros."
Com essa frase é que começamos a ler "Replay" de Marc Levy. 
Preciso dizer que de todos os livros dele que já li, esse foi o que mais gostei, porque ele mistura romance, suspense e mistério. Tem coisa melhor? Para mim, não.

Andrew Stilman é um jornalista do NY Times, tem quase 40 anos, solteiro. Ele adora o trabalho, sente muito orgulho por ser um jornalista de um jornal tão respeitado, mas nem sempre foi assim, ele começou no setor de obituário, e foi sendo promovido, até chegar onde chegou.
É um frequentador assíduo do bar Marriott onde por uma coincidência do destino reencontrou Valérie Ramsay, sua namorada da época do colégio. 

Valérie fugiu do Meio-Oeste onde moravam assim que conseguiu um vaga na universidade de Indiana, desde então eles nunca mais se encontraram (isso faz 20 anos), hoje ela é veterinária da polícia montada de Nova York, está comprometida, mas a atração e a paixão que sente por Andrew é forte demais! Até que ela rompe com o atual namorado e começam um romance. Ambos estão muito apaixonados.

Nesse meio tempo, Stilman tem que fazer viagens a trabalho, ele é encarregado de fazer matérias perigosas e confidenciais. Como por exemplo, uma na China, sobre roubo de crianças, e algumas viagens para  a Argentina. Valérie se sente sozinha nessas ausências do namorado, e num rompante de amor, Andrew pede a sua mão em casamento.

Valérie é a mulher da vida de Andrew, eles se amam, o leitor consegue perceber que o relacionamento deles é perfeito, foram feitos um para o outro.
No entanto, após a última viagem à Argentina, Stilman vai com o amigo Simon ao bar Novecento e fica atraído por uma mulher desconhecida com quem trocou meia dúzia de palavras. Andrew não sabe porque, mas não consegue tirar essa mulher da cabeça, e logo após o casamento com Valérie, conta a ela que estava apaixonado por outra, deixando-a arrasada.

"Eu sei que, em alguma parte dessa cidade pela qual ando só, você respira, e isso me basta". pág. 52

Uma semana após esse turbilhão de fatos, andando sobre o Pier 4, e pensando em como fora tolo por trocar Valérie por uma ilusão, Andrew sente uma "facada" na barriga, sente que esta morrendo e que perdera a oportunidade de esclarecer tudo com sua amada, porem o que ele não imagina, é que nesse momento algo acontece: ele ganha uma nova chance! Desperta 62 dias antes da sua possível morte! Nosso protagonista tem a chance de procurar seu  assassino e recuperar a mulher da sua vida.

"Replay" tem uma narrativa fluida, a leitura é dinâmica e os fatos acontecem rapidamente. 
A partir do momento que Andrew 'acorda' do atentado que sofreu, o livro começa a ter uma grande movimentação cheia de suspense e mistério. 
Eu, como leitora, ficava me perguntando se alguma organização criminosa estava atrás dele por causa das matérias, se era algum colega de trabalho invejoso, o que aquela mulher misteriosa do bar Novecento tinha a ver com isso.

A estória é bem contada,a trama é muito bem amarrada, o leitor fica vidrado nos acontecimentos, e o final é surpreendente. 
Com certeza foi o livro que mais gostei de Marc Levy!



Leias outras  resenhas dos livros de Marc Levy:

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domingo, 29 de setembro de 2013

Resenha: Uma Prova de Amor - Emily Giffin

"Na verdade, essa não é uma pergunta difícil. Eu simplesmente amo mais você. É isso. E não estou falando isso porque ela faz parte do passado e você do presente. É o que sinto. Em termos absolutos. Quero dizer, eu a amava. De verdade. Mas amo você muito mais. E o que eu sentia por ela não chega nem perto do que eu sinto por você". pág. 20.
Tem como ouvir uma declaração dessa e ficar imune?
Esse é Ben, o marido de Cláudia, ambos 35 anos, ela é editora em Nova York, ele é arquiteto. Ambos se conheceram há quase 4 anos, estão casados há 3 anos. São feitos um para o outro, mas algo esta abalando esse romance...e sei que logo você pensará em ciúmes, traição, dinheiro...não, nada disso! O problemas é: Filhos! 

Claudia é uma mulher independente, gosta da sua carreira, da sua liberdade, nunca sonhou em ser mãe, e sempre deixa isso claro para todos os possíveis namorados desde o primeiro encontro, com Ben não foi diferente, e para sua alegria, ele também não planejava construir uma família com bebês.

No entanto, após alguns anos casados, Ben surge com esse desejo, o que deixa Cláudia totalmente desconfortável, já que ela não se imagina sendo mãe, ela não quer essa responsabilidade, não sente essa necessidade, mas o marido esta cada vez mais insistente, e o inevitável acontece, eles se divorciam.

O tema central do livro de Emily Griffin, a nossa musa do Chick Lit, é: Até onde você pode ir por amor? Vale a pena abdicar de seus ideais por outra pessoa?
Em "Uma Prova de Amor" a escritora também nos mostra a auto-descoberta de  Cláudia. Ela começa a enxergar seus problemas, suas barreiras, seus medos, e tenta entender a sua família, (que por sinal esta longe de um comercial de margarina). Será que vem daí uma parte da resistência da nossa protagonista em ser mãe?
Sua mãe abandonou o marido e as filhas quando elas tinham 13 anos, contudo, ela já vinha traindo o pai de Cláudia há muito tempo. Daphne, Cláudia e Maura foram criadas pelo pai. Maura tem 3 filhos e um casamento meio de fachada com Scott, Daphne é casada e o que mais quer na vida é ser mãe.

Será que Cláudia mudará de idéia ou  partirá para um novo romance?

Gosto muito dos romances de Emily Griffin pois até os personagens secundários são bem construídos. As irmãs de Cláudia tem papel importante na vida dela, ela começa a enxergar que não existe uma receita de felicidade conjugal, que precisamos nos adaptar ao outro, assim como a sobrinha Zoey que é engraçadíssima e ensina muito a tia, contrariando toda a lógica, a própria mãe de Cláudia consegue ser uma "terapeuta" para ela.

Ben é um capítulo a parte, é o homem que toda mulher quer ter: fofo, romântico, alto, atlético, bonito, inteligente, bem de sucedido, mas Cláudia se sente traída por ele, pois agora ela quer algo que ela simplesmente não pode, não tem condições de dar.
"A razão é esta: amo Ben mais do que ele me ama. Sei que ele me ama muito. Sei que ele me ama mais do que amou Nicole ou qualquer outra. Mas ainda acho que o amo mais. É uma daquelas coisas das quais você nunca tem certeza, pois não existem dados de relacionamentos em um computador que lhe deem uma resposta. Não é possível quantificar o amor e, se você tentar, vai acabar focando em fatores enganosos. Coisas que têm mais a ver com personalidade, o fato de algumas pessoas serem ou mais expressivas, ou mais emotivas, ou mais carentes em um relacionamento. Porém atrás de tais cortinas de fumaça, a resposta está ali. O amor é raramente, e quase nunca, uma equação equilibrada. Alguém sempre ama mais
A leitura é super gostosa, eu li numa noite, apesar de ter mais de 400 páginas. 
Griffin traz o leitor para dentro do livro e a gente vivencia a estória. 
Eu não consegui parar de ler, queria de qualquer forma que Cláudia voltasse para Ben, que tivessem um filho, que fossem felizes...mas o que aconteceu, só lendo para saber!



sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Resenha: Peça-me o que Quiser - Megan Maxwell

" - Pequena, nunca farei nada que você não aprove antes. Mas quero que saiba que seu jogo é meu jogo. Seu prazer é meu prazer, e você e eu somos os únicos donos de nossos corpos". pág. 125
Eis que acabei de ler "Peça-me o que quiser"! De antemão preciso dizer que esse livro é recomendado somente para maiores de 18 anos! E isso se dá porque ele é do gênero erótico, mas não é um erótico qualquer. Ele é MUITO erótico!

Quando eu pego um livro erótico para ler, eu já sei o que vou encontrar, qualquer leitor espera que ele tenha cenas boas de sexo e algum romance, certo? E é isso que ele contem!

"Peça-me o que quiser" conta a estória de Judith, uma moça de 25 anos, atraente, alegre, adora futebol, sair com amigos, e seu gato Trampo. Jud trabalha na empresa Muller em Madri como secretária de Mônica, uma alta executiva, que mantêm um caso com Miguel, um colega de trabalho. Um dia no estacionamento, Judith vê os dois transando e isso mexe com seus hormônios, até porque ela não tem um namorado há algum tempo.
Dias depois, a moça esta indo almoçar, e o elevador trava, dentro dele estão algumas pessoas e um homem lindo, alto, de olhos azuis;  nervosa pela situação, Judith começa falar sem parar, ela esta desesperada e diz várias coisas engraçadas, nesse momento, mesmo sem saber ela estava conhecendo o Iceman, Eric o dono da empresa.
A atração entre os dois é instantânea. No escritório eles se esbarram, e não conseguem evitar a tensão sexual que existe, principalmente quando espiam Mônica  e Miguel tendo relações. 
Eric convida Jud para jantar e a apresenta a um "club" de voyeurismo, pois ela diz que a única coisa que não aceita é sado. 

Mas será que ela esta preparada para todos os segredos desse homem e seus jogos?

A leitura é bem dinâmica, fluida, e  em primeira pessoa (Judith). 
"Peça-me o que quiser" é diferente de todos os eróticos que já li, ele não tem aquele lado BDSM que a maioria lida depois de "50 tons", Megan Maxwell tenta algo novo e muito forte! O livro tem romance sim, mas o ponto alto são as cenas sexuais.
A leitura é carregada de erotismo, e vários tipos diferentes de sexo, como lesbianismo, voyeurismo, e etc, que não irei explicitar aqui para não perder a "graça" para o leitor.
Judith e Eric mantem uma relação de paixão, sexo, idas e vindas. Em algumas partes, ela consegue se impor, em outras ele parece um menino mimado cheio de vontades. O final deixa você no vácuo querendo saber o que acontecerá com o casal. (Em Novembro sai a 2a parte da trilogia).
AH! Eric guarda um segredo e confesso que fiquei bem interessada nessa parte! Adoro um mistério!
 
Se você é um leitor/leitora preparado para fortes emoções, não tem tabus, ou quer esquentar a relação, essa leitura é feita para você.



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O que estou lendo?

Oi Pessoal!
Essa semana tentei fazer uma coisa diferente, e por isso minhas leituras estão atrasadas. *rs

Nunca antes nesta vida, eu li mais de 1 livro por vez. Acho complicado, eu acabo misturando as histórias, as personagens, mas li uma reportagem falando que ler mais de um livro por vez ativa a criatividade, melhora a memória e vários outros benefícios.
Então eis que comecei a ler 3 livros essa semana, e estou meio empacada nos 3. 
Tô achando que essa idéia não é pra mim! Mas...estou tentando! :)

Meus livros escolhidos foram:
Como é um livro mais leve, com um toque mais erótico e uma leitura para passar o tempo, eu escolhi "Peça-me o que quiser" para ler junto com outros dois, um mais romântico e mais poético que é
O livro SAL da Letícia Wierzchowski, que estou amando! O livro é muito bonito e mexe com a alma da gente. 
Então, temos um mais leve/erótico, um romance maravilho, e para arrematar, escolhi um suspense que adoro, e estou super empolgada que é o
"A Confissão" do John Grisham. É muito bom, ainda estou no começo, mas estou muito empolgada com a leitura.

E vocês? Já leram vários livros de uma vez? Como foi a experiência?
Eu gostei, por que quando canso de um, pego o outro, mas as leituras ficam bem mais devagar, né?

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Teste: Cetaphil Loção de Limpeza


Eu descobri o amor pelo Cetaphil!
Claro! Sempre soube que a linha é boa, mas eu amei de paixão essa loção de limpeza. 
Passei o inverno todo testando e hoje posso dizer com propriedade que é ótimo!

No inverno minha pele fica muito sensível, seca, chega até a descascar por conta da friagem, de ressecamento, falta de hidratação, banhos quentes, sabonetes impróprios para o rosto. Mas usando o Cetaphil Loção de Limpeza, isso não aconteceu.

Ele tem a consistência de uma sabonete líquido, mas não faz espuma.


Na sua composição não tem sabão, por isso ele é próprio para peles mais sensíveis. Limpa e deixa  a pele do rosto suave.

Essa loção retira toda a maquiagem, remove resíduos e outras impurezas, também ajuda a manter a hidratação da pele e a deixa macia.

Você pode usa-lo com ou sem enxágue (retire a loção com um lenço de papel), o que é ótimo para aqueles dias que estamos com pressa. Eu sempre uso no banho ou para retirar a maquiagem.

Esta mais do que aprovado!! 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Correio Literário e Novidades da Semana

Olá Pessoal!
Tudo bem?

Hoje venho mostrar os livros que chegaram na semana passada e contar uma novidade para vocês: o Mulherices foi um dos escolhidos para ser parceiro da GLOBO LIVROS! Fiquei super feliz e orgulhosa! Não vejo a hora de poder escolher um livrinho da editora! :)

Essa semana, chegaram dois livros  da SUMA DE LETRAS.

O primeiro é "Peça-me o que Quiser" da Megan Maxwell.
Já li várias críticas sobre o livro, tanto positivas quanto negativas, quero ler para tirar minhas próprias conclusões.
Primeiro volume de uma trilogia, Peça-me o que quiser, da escritora espanhola Megan Maxwell, é um romance sobre desejo, paixão e erotismo sem limites. Com tempero latino e uma abordagem excitante, a autora conta a história da secretária espanhola Judith Flores e seu chefe, o alemão Eric Zimmerman, também conhecido como Iceman: um homem muito sério e com os olhos azuis mais intensos e sexies que ela já viu. Recém-chegado ao comando da empresa Müller, antes dirigida por seu pai, Eric tem uma atração instantânea pelo jeito divertido de Judith e exigirá que ela o acompanhe nas viagens de trabalho pela Espanha. Mesmo sabendo que está se metendo numa situação arriscada, a ideia de estar ao lado de Iceman é irresistível. Com ele, a jovem viverá experiências sexuais até então inimagináveis, em um universo de fantasias eróticas pouco convencionais. Conciliando sexo e romantismo na medida exata, Peça-me o que quiser é uma história de amor cheia de encontros e desencontros, na qual os jogos eróticos, o voyeurismo e o desejo de ultrapassar todos os limites do prazer são os grandes protagonistas.

O outro, é Replay do Marc Levy, já comecei a ler, por sinal!
Li algumas críticas, e elas foram bem positivas. Por enquanto, posso dizer que estou gostando. :)


Tudo que Andrew Stilman queria era uma segunda chance. Após partir o coração da mulher que amava, seu maior desejo era voltar no tempo e consertar os erros, mas isso é impossível – ou, ao menos, era o que ele pensava. Na manhã do dia 9 de julho de 2012, durante sua caminhada matinal às margens do Rio Hudson, o prestigioso repórter Andrew Stilman é violentamente atacado, sem conseguir ver o criminoso. Após sua morte, o inesperado acontece. O jornalista não vê uma luz no fim do túnel, nem muito menos abre os olhos no céu, mas acorda dois meses antes de seu assassinato. Quando acorda, Andrew está de volta ao dia 9 de maio do mesmo ano. Ele vai reviver os dois próximos meses atento a qualquer detalhe que possa ajudá-lo a descobrir quem o agrediu – ou melhor, irá agredi-lo – dois meses depois. Do coração de Nova York até as ruas de Buenos Aires, Andrew vive uma aventura repleta de reviravoltas, enquanto tenta salvar a própria pele e não decepcionar seu grande amor mais uma vez. O protagonista de Replay, best-seller de Marc Levy, além de consertar os erros que cometeu, terá de correr contra o tempo para tentar evitar sua morte e encontrar seus possíveis assassinos.

E vocês? O que estão lendo?

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Resenha: A Lista do Nunca - Koethi Zan

"Olhei para o espelho da parede à minha frente e vi o contorno da minha sombra escura. Uma velha amiga, minha única amiga. Eu podia fingir que meu reflexo era o fantasma de Jennifer. Costumava conversar com ela, embora ela não respondesse, como nos anos que passara na caixa.

Nessa noite apenas olhei para ela por um bom tempo, até finalmente me levantar e caminhar até o espelho, onde tracei o contorno de sua imagem com a ponta do dedo. Era o único ser humano que eu ousava tocar. Quem tivera mais sorte?, eu me perguntei. Jennifer não precisava mais ficar sozinha, enquanto eu estava ali, trancada em minha própria caixa, uma figura solitária incapaz de permitir a entrada de alguém. Fechada como um pote hermético, com nada além de fobias e paranoia para me guiar. Destruída. Irrecuperável. Imobilizada". pág. 135

Quando terminei a leitura de "A Lista do Nunca", só tive uma palavra: UAU!!!
Esse livro é um thriller maravilhoso! O leitor fica estaziado.

"A Lista do Nunca"conta a estória de Sarah e Jennifer. As duas sofreram um acidente de carro quando eram adolescentes, o que fez com que elas se tornassem amigas inseparáveis, e Jennifer passou a morar com sarah, pois sua mãe morreu nessa fatalidade.

A partir daí as garotas começaram a tomar todos os cuidados necessários para que sempre estivessem seguras. Elas fizeram a "Lista do Nunca", coisas que não deveriam fazer em nenhuma hipótese. Porem quando entraram na faculdade, por mais que tenham tentando seguir suas próprias regras, foram sequestradas quando entraram num táxi à noite.

Elas jamais poderiam imaginar o que estaria por vir, ficaram 3 anos trancadas num porão com mais duas mulheres, todas acorrentadas numa parede, nuas, sofrendo vários tipos de torturas. Jennifer teve menos sorte ainda, passou o tempo todo numa caixa de 1,5m de comprimento por 1m altura, o que a debilitou muito, e logo ela sumiu do porão.

Passados 3 anos, Sarah conseguiu escapar, numa fuga muito bem construída pela escritora, e denunciar o então sequestrador, que na verdade era um catedrático professor de psicologia da Universidade.

Dez anos se passaram, mas Sarah nunca conseguiu levar uma vida normal, ela mora em NY, nunca sai de seu apartamento, vive trancada e não toca em ninguém desde a saída do cativeiro.
Ela não consegue levar uma vida normal, pois além das lembranças que a torturam, ela quer saber onde Jack enterrou Jennifer.

Cartas do sequestrador começam a chegar, e ela sente que a única maneira de saber sobre o que aconteceu com sua amiga, é seguir as pistas desse psicopata.

Eu fiquei espantada com esse leitura! Juro! Foi tão bem construída...o enredo tão bem articulado, que eu não consegui desgrudar os olhos desse livro até a última linha.
É o tipo de estória que até o final você não sabe em quem confiar.

Sarah começa sua "jornada" para descobrir onde esta o corpo de Jennifer e tem que enfrentar os próprios medos, primeiro o de sair de casa, depois de pegar avião, de dirigir, até de enfrentar as ex-sequestradas Tracy e Cristhine que a culpam por coisas que ela nem imaginava.

A escritora conta sobre a vida de cada uma, e é tudo tão bem amarrado que eu, como leitora, fiquei espantada. Não esperava tanto.
As personagens secundárias tem grande importância no enredo, como Adele, a ex assistente de Jack, que mostra a Sarah, um lado sombrio do sequestrador que nem o FBI conhecia.
Jim, o detetive que cuidou do caso, mas não conseguiu culpar Jack por assassinato.
Ray, o fanático por crimes bizarros.
Noah Philben, o pastor de uma seita religiosa. Todos eles, juntos com Sylvia, a esposa desaparecida de Jack tem uma papel importantíssimo na trama!

Aos poucos, as peças desse suspense vão se encaixando e Sarah terá que lidar com a verdade por mais dura que seja.
Nem todo mundo é o que parece.

Edição: 1
Editora: Paralela
ISBN: 9788565530408
Ano: 2013
Páginas: 272
Tradutor: Elvira Serapicos


sábado, 21 de setembro de 2013

Resenha: A Improvável Jornada de Harold Fry - Rachel Joyce

"A gente tem que acreditar. É o que eu penso. O negócio não é medicina nem nada disso. A gente tem que acreditar que a pessoa pode melhorar. Tem tanta coisa na mente humana que a gente não entende. Mas sabe se a gente tem fé, pode fazer qualquer coisa". p. 18

O trecho acima foi determinante para Harold Fry começar a sua jornada.
Um dia, como todos os outros, depois que se aposentara, Harold estava tomando café da manhã com a esposa Mawreen, e eis que o correio entrega uma carta que muda sua vida. 
Uma carta de Queenie, uma ex funcionária da cervejaria onde Fry trabalhava, eles não se viam há mais de 20 anos, e na carta estava escrito que ela estava com câncer terminal e estava se despedindo.
Ele sem saber o que escrever, rabiscou algumas palavras e foi entregar a resposta na caixa do correio, como não tinha nada a fazer, decidiu ir até a agência do correio, e foi seguindo, até encontrar uma atendente de um posto de gasolina que lhe disse para ter fé; há muito Fry não rezava e nem tinha mais fé, mas nesse momento algo mudou dentro dele e ele continuou andando, enquanto ele andasse até a casa de repouso (a 870km de sua casa) Queenie permaneceria viva.

"O mundo era composto de pessoas colocando um pé na frente do outro, e uma vida poderia parecer trivial simplesmente porque a pessoa que a vivia vinha fazendo assim por muito tempo. Harold não podia mais passar por um estranho sem reconhecer o fato de que eram todos a mesma coisa, e ao mesmo tempo, únicos, e que era este o dilema de ser humano". p. 124

O mais encantador nesse livro é o poder da mudança e superação. Fiquei pensando durante a leitura, como a escritora Rachel Joyce pôde juntar tantos elementos e tantas lições de vida num mesmo livro.

Fry é um homem marcado pela infância triste, seu pai era um neurótico de guerra, alcoólatra, sua mãe fugira de casa, pois não nasceu para ser mãe. Ele hoje é um homem de 65 anos que só queria passar a vida desapercebido. É casado há 47 anos com Mawreen, no início eram apaixonados, mas hoje eles mal se falam, ela é controladora e culpa Harold por tudo o que acontece e aconteceu de errado na vida deles e do filho David.

Nos primeiros dias do sumiço de Fry, ela tem uma sensação de alívio, no entanto aos poucos, ela começa a sentir sua falta e a refletir na vida conjugal. O mesmo ocorre com Fry, enquanto anda, ele reflete sobre toda a sua vida, sua criação, seu emprego, seus pais, seu filho, seu casamento. Ele se dá conta de como fazemos tudo tão mecanicamente, de como não damos valor as pequenas coisas.

Cada parada que Harold Fry faz é uma lição que aprende, principalmente com as pessoas que encontra, e isso é interessantíssimo no livro.
No inicio não sabemos bem o porque dele caminhar para tentar salvar Queenie, se eles tiveram um caso, se ele esta apaixonado por ela...mas tudo no tempo certo é explicado.
Existe vários "mistérios" na história que serão contados no decorrer dessa caminhada.

O livro é lindo, encantador, emocionante, e muito bem escrito. É um drama maravilhoso!
A narrativa é em 3a pessoa, e Rachel Joyce, soube como poucos,  cativar e prender o leitor. 
O final é emocionante, é uma história sobre perdão, superação e amor.

"Receber era um dom tão grande quanto dar, sendo preciso tanto coragem quanto humildade". p. 155


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Resenha: Tipo Destino - Susane Colasanti

"O esperado é apenas o começo.
O inesperado é que muda a nossa vida".

Posso dizer que a Susane Colasanti é a escritora de romances "mamão com açúcar" que eu mais gosto. Eu já tinha lido "Esperando por você" e tanto esse quanto o "Tipo Destino" tratam de relacionamentos, dúvidas e anseios da juventude.

Em "Tipo Destino" ficamos conhecendo Lani que é uma jovem de 17 anos, muito engajada pelas causas ambientais, obcecada por horóscopo e destino.
Sua amiga Erin é uma garota da mesma idade, destemida, corajosa e extrovertida. Elas tem uma forte ligação e se chamam de amigas de alma, pois já passaram por muita coisa juntas, como por exemplo um acidente de carro que as uniu ainda mais, contudonos últimos meses, Lani tem sentido que as coisas entre elas já não eram como antes, os assuntos em comum estão se tornando escassos, e aos poucos estão se distanciando.

"Ambas somos obcecadas pelo Destino. Tudo o que nos ajude a ver sentido nessa vida é fascinante".

Jason é um garoto que estuda na escola e por quem Erin esta encantada, eles marcam de sair com Lani e seu amigo Blake (que é gay e espera a faculdade para poder viver livremente, sem a opressão do pai). É nesse momento que Lani e Jason sentem que tem muita coisa em comum, mas a garota sente como se tivesse uma dívida de honra com Erin, pelos anos e intensidade dessa amizade, então ela faz de tudo para se afastar de Jason, mas chegam as férias e Erin viajará, deixando Lani e Jason  sozinhos o verão todo. 

Será que a amizade entre essas garotas é forte o bastante? Será que Jason ficará com Lani?

Apesar de ser uma estória bem juvenil, eu adoro a narrativa de Susane! Ela nos coloca ao lado dos personagens e nos faz sentir o que eles sentem, e isso é o que eu busco num bom livro. A narrativa é fluída, rápida e inteligente.
A autora nos dá a chance de enxergamos outros caminhos para solucionarmos nossos problemas, e como podemos superar a mágoa, traição, e entender o outro.

É um bom romance adolescente.



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Resenha: De volta para casa - Karen White


"Suas lembranças decoravam seu quarto na casa do pai como um museu — pingentes, flores secas, convites amarelados e até o elefante cor-de-rosa. Muitas vezes desde a sua volta, ela foi até o quarto com um saco de lixo vazio para se livrar de tudo aquilo, mas ainda não conseguira retirar uma fita sequer. A velha Cassie talvez tenha ido embora, mas ela não estava preparada para ser varrida, encaixotada e esquecida."

Eu preciso dizer antes de tudo que essa resenha é de uma leitora que se apaixonou pelo livro! 
Romances assim: bem escritos, estórias lindas, comoventes e com conteúdo, é que fazem leitores românticos felizes! <3

"De Volta Para Casa" conta a estória de Cassandra (Cassie), uma mulher de 35 anos que saiu de Walton/Georgia e foi para Nova York há 15 anos, depois que sua irmã mais nova (Harriet) fugiu com seu namorado (Joe) e se casaram.

Harriet é 15 meses mais nova que Cassie, e as duas sempre foram muito ligadas, a mãe morrera quando elas tinhas 7 e 8 anos e os laços dessas meninas são muito fortes, porem quando Harriet fugiu com Joe, Cassie fugiu para NY sem deixar que eles se explicassem. (E já me precipitando: quando a irmã conversa com Cassandra, e explica todos os seus motivos, você consegue entende-la e ficar ao seu lado.)
"- Não era uma questão de tomar partido. Não gostei da maneira como revelaram seus sentimentos, mas lá no fundo eu sabia que foram feitos um para o outro. E que, com o tempo, você os perdoaria e encontraria alguém que fosse realmente seu". (p.35)
Hoje Cassie não tem mais nenhum traço de uma garota do interior, se veste com as melhores roupas, tem um ótimo emprego, fez cursos para perder o sotaque, tem um noivo rico, esnobe e lindo, e sobretudo ela quer esquecer de onde veio, porem a notícia de que seu pai estava morrendo, faz com que ela pare com tudo e vá de volta para casa.

Em Walton, ela reencontra Sam, um amigo do colegial que ela nunca prestou muita atenção, sua irmã Harriet muito bem casada, com 5 filhos e feliz, sua tia Lucinda, Joe, seu pai e todas as lembranças de uma vida feliz.

Porem, nada faz com que Cassie mude de idéia, ela quer retornar a sua vida na "cidade grande", nem a pequena Maddie Cassandra, sua sobrinha encantadora que carrega seu nome e é parecidíssima com a tia, faz com que Cassie mude de idéia, contudo vários fatos acontece e acabam atrasando a sua volta para NY. Aos poucos ela vai tendo que se redescobrir, raspar todas as tintas que se pintou esses anos todos para reconquistar sua essência.

Existem várias partes lindas nesse livro, como por ex, a parte onde Harriet lembra Cassandra que ela é a guardiã dos corações, aquela que foi escolhida pela mãe para amar e cuidar de Harriet e do pai.
Os diálogos com a pequena Maddie, e a reconciliação entre as irmãs é de tocar no coração!

Esse livro trata muito bem sobre o perdão, sobre a reconciliação, sobre como julgamos antes de conhecermos as razões das pessoas, sobre como olhar o outro e tentar entende-lo, e como nossas escolhas podem mudar toda nossa vida.

Karen White tem uma narrativa fluída, encantadora, que conquista o leitor e não deixa com que paremos de ler! Narrada em 3a pessoa, a leitura é rápida e eu segui o dia lendo, querendo saber se Cassie ficaria na Georgia ou se iria embora, o que aconteceria com o noivo, com Harriet, com as crianças...Karen foi mestre em colocar pitadas de mistério em várias partes do livro, preciso ser sincera e dizer que me emocionei muito no final, e que esse livro realmente me tocou o coração.

"Amor é só sacrifícios, grandes e pequenos. Só conhecemos o amor verdadeiro quando nos damos conta do que desistiríamos de tudo por alguém". (p.241)

 Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632414
Ano: 2013
Páginas: 448
Tradutor: Fernanda Campos de Paiva Castro Bulle

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Correio Literário: Redes Sensuais da Geração Editorial

Bom dia Gente! :)
Essa semana chegou para resenha o livro "Redes Sensuais", ele faz parte da Série Pimenta da  Geração Editorial.

É um livro erótico, cujo tema central não poderia ser mais atual: redes sociais e o mundo virtual, com todas as vantagens e desvantagens, aventuras e perigos que essas inovações contemporâneas proporcionam às nossas vidas. Com um ritmo que prende a atenção do leitor, Redes sensuais nos oferece, com muitos GB de erotismo e suspense, uma visão extremamente realista do impacto da internet sobre os relacionamentos e de como ela, propiciando uma variedade ilimitada de coisas para ver, comprar e fazer, pode  transformar, nesse processo, seres humanos em objetos e a realidade em ilusão.


UM SUSPENSE PROVOCANTE SOBRE RELACIONAMENTOS NA ERA VIRTUAL

Neste instigante thriller erótico, o leitor acompanha, quase sempre em tempo real, a trajetória do engenheiro Marcos Avilar Reis, jovem mineiro que teve a oportunidade de estudar fora do Brasil. Grande parte da história ocorre em Belo Horizonte, mas há episódios em diversos países. Além de adquirir conhecimento, Marcos também colecionou aventuras amorosas. Depois de várias idas e vindas, acabou por se casar com a mineira que sempre foi o seu grande amor e com quem teve duas filhas. Porém, a libido do personagem é incontrolável e, dada a facilidade de manter relações
extraconjugais graças às redes sociais, ele conserva esse hábito até o momento em que descobre que nem tudo é como ele imaginava.
Redes sensuais é um romance moderno, cujo tema central não poderia ser mais atual: redes sociais e o mundo virtual, com todas as vantagens e desvantagens, aventuras e perigos que essas inovações contemporâneas proporcionam às nossas vidas, além de instigar o leitor com questões universais e permanentes, tais como: “Quem sou eu?”, “Por que tenho estas atitudes?”, “O que é
instinto?” e “O que consigo domar pela razão?”. Outros personagens cativantes transitam por esta trama inteligente, divididos entre  o mundo real e o virtual, como o empreendedor nato Daniel, Axel, o dependente de cocaína, ou Vanessa e Ingrid, mulheres cobiçadas por todos, mas que guardam, cada uma, o seu próprio segredo.
Com um ritmo que prende a atenção do leitor, Redes Sensuais nos oferece uma visão extremamente realista do impacto da internet sobre os relacionamentos e de como ela, propiciando uma variedade ilimitada de coisas para ver, comprar e fazer, pode transformar, nesse processo, seres humanos em objetos e a realidade em ilusão.

Sobre o autor

Leonardo Midas nasceu em Belo Horizonte, morou nos Estados Unidos por cinco anos quando se mudou definitivamente para a Suécia. Trabalha com tecnologia e informática em empresas multinacionais, atuando principalmente na área de marketing e novos negócios. Devido à sua profissão está sempre viajando por diversos países, frequentemente como palestrante. Redes sensuais é o seu primeiro romance.

 Redes Sensuais
Autor: Leonardo Midas
Coleção: Muito Prazer – 4 vol.
Gênero: Romance
Acabamento: Brochura
Formato: 15,6 x 23 cm
Págs: 480
ISBN: 9788581301471
Preço: R$ 42,00
Editora: Geração

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Resenha: Claro que te amo! - Tammy Luciano


"Senhor Destino, como não foi capaz de me colocar na rota certa? Que medo eu tenho de viver, de encarar meus fatos de ser grande o bastante para ser eu, de me olhar de igual a igual no espelho!..."pág 265

Claro que te amo! conta a história de Piera, uma jovem de 19 anos, ela estuda arquitetura e trabalha na empresa do pai.
Depois de 6 longos anos de namoro, André (seu ex namorado) decidiu terminar o relacionamento, e agora um ano depois, esta se casando com uma outra mulher! 
Ela para tentar encerrar esse assunto de vez, vai ao casamento, pois precisa ver com os próprios olhos o que era para ser seu casamento, seu destino, sua vida.

Piera foi criada por seu pai, a mãe desaparecera desde que a menina tinha 1 mês de idade. A figura paterna é presente e forte na vida dela, assim como as amigas que sempre estão por perto tentando levantar o astral da garota.

Porem , como se tudo não bastasse, algo inesperado surge na vida da adolescente, sem saber ao certo como agir e o que fazer, Piera entra em um período de reflexão, e como um bom YA que é, Claro que te amo! mostra o amadurecimento e crescimento da protagonista.

Nesse meio tempo, no meio de tanta dificuldade ela conhece o médico Dr Marcelo e ai a estória engata  primeira e fica mais interessante.

Preciso confessar que li várias resenhas positivas do livro, me interessei muito pela leitura, mas achei a linguagem lenta. Eu gosto de mais ação, de uma narrativa mais fluída, por conta disso, a leitura foi bem difícil para mim, tanto que demorei 3 longos dias para conseguir terminar o livro.


É um romance voltado ao público juvenil, pois a escritora faz o leitor vivenciar bem essa perda de namorado, essas dores de amor.

Piera esta inconformada e triste, e ainda surge um novo "problema" na sua vida, que eu chamaria de uma prova de fogo, onde ela tem que conseguir passar por cima, para  fazer as pazes com a vida.

Como disse acima, eu indico para adolescentes e pessoas que gostem desse tipo de romance mais juvenil.

Alguém já leu? O que achou?

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Resenha: E se Fosse verdade - Marc Levy

"Olhe bem tudo que temos em volta: água agitada, árvores, luzes que brincam a cada minuto do dia, mudando de intensidade e de cor, pássaros que circulam acima das nossas cabeças, peixes que tentam não ser pegos pelas gaivotas e continuam à caça de outros peixes. É toda uma harmonia de sons: das ondas, do vento, da areia. No meio desse concerto incrível de vidas e matérias, estamos você, eu e todos os seres humanos em volta. Quantos deles veem tudo isso que acabo de enumerar? Quantos se dão conta, a cada manhã, do privilégio que é acordar e ver, sentir, tocar, ouvir? Quantos de nós são capazes de esquecer por um instante as preocupações, para se maravilhar com esse espetáculo fantástico? Acho que a maior inconsciência do homem é com relação à própria vida." pág. 116

Todo mundo já viu o filme “E se fosse verdade” na Sessão da Tarde, não é mesmo?
 Aquele com o Mark Rufalo e a Reese Witherspoon. Por eu já ter visto o filme umas 3 vezes, fiquei meio desmotivada para ler o livro que deu origem a ele, pois como já disse aqui gosto sempre de ler o livro primeiro e depois ver o filme, mas nesse caso, eu nem sabia que o livro existia e que era de Marc Levy que eu adoro!

Mesmo meio desanimada eu peguei o livro para ler, e para minha grata surpresa o livro é totalmente diferente do filme! É como se fosse uma estória parecida, mas com vários pontos que se distanciam. Até porque esse livro tem continuação! :)

Lauren é um residente de medicina, muito focada, de gênio forte que sofre um acidente de carro e fica em coma. Após 6 meses nesse estado, sua mãe coloca o apartamento da filha para locação.
Arthur é o locatário. Um belo dia encontra uma mulher em sua sala. Ele acha que é pegadinha do sócio, tenta expulsa-la da casa, acha que ela é maluca, mas por fim  acaba indo ao hospital e vendo-a na cama, só assim acredita na situação de Lauren.

“Não tenho irmã nenhuma. Sou eu, deitada ali, eu mesma. Faça um esforço e tente admitir, mesmo parecendo inadmissível. Não tem truque nenhum e não ache que está dormindo. Só tenho você, Arthur, tem que acreditar, não me vire as costas. Preciso da sua ajuda, é a única pessoa na Terra com quem falo há seis meses, o único ser humano a sentir minha presença e me ouvir”. P. 47

Paul, o sócio, acha que Arthur esta ficando louco, pois vê o amigo falando sozinho e agindo de forma estranha. Leva-o para fazer uma bateria de exames, que dão normais, e mesmo em dúvida fica do lado de Arthur.
Paul é um  personagem que ganha a trama porque ele é muito engraçado! Vale boas risadas.

O personagem de Arthur é muito sensível, muito fofo! Não tem como não ama-lo! Lauren aprende aos poucos a administrar o gênio forte, o final é meio frustrante, mas fiquei logo sabendo que temos a continuação desse livro.

A escrita de Levy é um pouco lenta, mas cheia de romance e logo o leitor se envolve na trama.

O livro é cheio de frases de"auto ajuda” e por mais clichês que possam parecer, eu adoro! Porque sempre tem uma que se encaixa certinho num momento difícil que você possa estar vivendo.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Resenha: A maldição do olhar - Jorge Miguel Marinho

"A única falta que sentia era o encanto de fazer uma guirlanda de margaridas ou rosas azuis. Não pelo adereço que lhe dava uma aparência meio débil, mas pela alegria de escolher as flores e arrancar a beleza pela raiz. Lamentava que o coelho com olhos cor de rosa não se multiplicasse na esterilidade do sonho e só restasse dele um colete branco, um relógio quebrado, uma pata em forma de chaveiro que ela usava como fetiche nos últimos anos de vazio. Alice não suportava lembrar do passado e estava decidida a abandonar o fundo do espelho por mais que a vida fosse a maravilha das maravilhas naquele estranho país." p. 42

"A maldição do Olhar" conta a estória de Alê, um adolescente que não sabe ao certo se é vampiro ou se é um humano. Ele vive com o pai José Régio que é um vampiro decadente, que já perdeu todos os caninos por falta de dinheiro, trabalha num cartório e sonha em se aposentar em ir para a Aústria.
Alexandre também convive com a madrasta Elza por quem tem alguns sonhos levemente sensuais. Ela trabalha em um motel. Nem ela e nem Alê sabem se realmente são imortais. Porem uma onda de assassinatos contra vampiros os deixa em alerta, eles começam a andar com alho, água benta, estaca de prata...para se defenderem de qualquer potencial assassino.
Qualquer humano é suspeito já que eles correm enlouquecidamente atrás de uma fórmula que os deixem sempre jovens.

Dentro do quarto de Alê, mais precisamente dentro do guarda roupa, há um espelho... um espelho até então sem utilidade já que vampiros não conseguem ver sua imagem refletidas neles, porem dentro desse mágico objeto esta presa a Alice do País das Maravilhas.
Ela quer se ver livre daquele lugar maravilhoso, quer ver o que há do outro lado. Alê só consegue se ver através dos olhos de Alice, e aí surge uma bruma de Narcíso.
O livro em si é pequeno, são 120 páginas, mas ele é denso, forte e faz o leitor pensar.

Não tem apenas um mote, são vários, e cada leitor tem a possibilidade de se agarrar ao que mais se identificar. Existe o suspense em desvendar quem é o verdadeiro assassino, tem a dualidade do ser (meio Milan Kundera), tem a questão da descoberta do sexo, a descoberta do amor, a dúvida em ser feminino ou masculino.

É um livro juvenil, mas que pela linguagem, pelos simbolismos e pela série de interpretações que são possíveis através dele, acredito que vá atrair muito mais os adultos.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Resenha: A garota do penhasco - Lucinda Riley

"Enquanto permaneço aqui sentada meditando sobre a história que vou lhe contar (...) devo ressaltar que ela tem um tema predominante. Esse tema, é claro, é o amor, e as escolhas que todos fazemos por causa desse sentimento.
Muitos de vocês pensarão de imediato que me refiro ao amor de um homem e uma mulher, e em grande parte é isso mesmo, sim. Mas há outras formas preciosas de amor que merecem consideração: por exemplo, a de um pai ou de uma mãe por um filho ou uma filha". pág 8

Com certeza você já ouviu falar de Lucinda Riley ou de seus livros que nos emocionam devido a enorme carga emocional que carregam e pelas histórias longas e muito bem contadas.
Em "A Garota do Penhasco" não é diferente.

Grania é uma mulher independente que saiu da Irlanda há 8 anos e foi morar em Nova York, lá encontrou o amor nos braços de Matt, um psicólogo, filho de um casal rico e arrogante. Ela nunca quis casar com ele, apesar de morarem juntos todos esses anos. Ambos decidem que esta na hora de terem um filho, e para a alegria de ambos, logo Grania engravida, no entanto no 4o mês de gestação ela tem um aborto espontâneo. A tristeza a consome e ela volta para a Irlanda sem falar nada com Matt. (Na verdade tem um motivo, que no final do livro você ficará sabendo).
Em West Cork, ela retorna  à casa dos pais, e conhece uma garota dançando no penhasco, essa é a pequena Aurora Lisle, 8 anos, orfã de mãe há 4. Ela é filha do lindo Alexander, ambos retornaram a pouco tempo de Londres e moram na mansão no alto da colina. 
A menina é muito solitária e ambas se tornam amigas.

"- Ora, tenha dó mãe! Aurora é só uma criança sem mãe que acabou de se mudar de volta para cá (...)
Kathleen suspirou  e sussurrou para sim mesma : - E você é uma mãe sem filha". pág. 53

A mãe de Grania, Kathleen,  não gosta da aproximação da filha com a família Lisle, e decide contar à ela a história por trás dessas famílias, uma estória centenária de amor, luto, morte, dor, e que envolve mais pessoas do que Grania pode imaginar.

"A Garota do Penhasco" é uma estória longa! São mais de 520 páginas, mas a forma como Lucinda conta nos prende de tal forma, que é impossível parar a leitura.
Quando Grania começa a conhecer a estória de Mary e Ryan tudo fica mais interessante, porque o leitor começa a juntar os pontos.

Fiquei extremamente comovida com Mary, com seu amor sem igual, com sua habilidade de cair, se levantar, e batalhar, sempre agindo com o coração e por amor, mesmo que esse não seja retribuído da forma como ela imaginava.  (Não vou me alongar nesse assunto para não cometer spoiler na resenha).

Aurora é uma menina fantástica, de uma maturidade e uma capacidade inata de conseguir lidar com os obstáculos da vida, e nos dá tantas lições! Sua mãe suicida-se quando ela tinha 4 anos de idade, Lily se joga do penhasco na frente da casa, e mesmo assim, a menina consegue ama-la, entende-la e passar por cima desse e de outros "senões" que a vida lhe guarda.

Garnia é uma mulher que cresce e amadurece muito no decorrer da história, ela consegue se conhecer melhor, lidar com seus medos, teimosia e orgulho.

Senti na leitura um "Q" de "Cem Anos de Solidão", depois queria a opinião de quem leu os dois livros, se acham isso também. 

"Quer dizer que enquanto você esta ai sentada na rocha, eu não estou junto de você, amando você como sempre amei, só porque não pode realmente me ver?"

Ah! E pegue o lencinho, porque você provavelmente vai chorar no final.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Resenha: Cadê você Bernadette? - Maria Semple

"Uma vez, quando eu era criança houve uma caça aos ovos no country club numa Páscoa, e eu encontrei um ovo de ouro que me deu direito a um filhote de coelho (...) nós levamos o coelho para o nosso apartamento na Park Avenue. Eu o batizei de Marujo. Naquele verão, fui para o acampamento de férias e meus pais partiram em direção a Long Island, deixando Marujo no apartamento com instruções para que a empregada o alimentasse. Voltamos no final de agosto e descobrimos que Gloria tinha fugifo havia dois meses. (...) O coelho estava tão desnutrido que se pelo estava terrivelmente longo (...) Suas garras estavam enormes e pior: seus dentes da frente haviam se curvado sobre o lábio inferior (...). Aterrorizada, abri a porta da gaiola para abraçar Marujo, mas, num espasmo de fúria, ele começou a arranhar meu rosto e pescoço. Eu ainda tenho as cicatrizes. Sem ninguém para cuidar dele, o coelho acabou regredindo à selvageria.
Foi o que aconteceu comigo em Seatle. Venha até mim, mesmo que seja trazendo amor, e eu vou te estraçalhar de arranhões." pág. 154/155

O texto acima é longo, mas me tocou profundamente, porque o que busco num livro é sempre a parte emocional/psicológica das personagens, e mesmo que não pareça tão claramente, todo bom livro nos dá essa oportunidade que é um verdadeiro aprendizado.
"Onde esta você Bernadette?" não é um livro qualquer, primeiro porque você começa a lê-lo e não dá nada por ele, mas a partir que as páginas vão passando, o leitor percebe o quanto profunda pode ser a sua leitura.

Berbadette Fox é uma mulher de 40 anos, mora numa casa que antes tinha sido um colégio de meninas, tem uma filha de 14 anos chamada Balakrishna (e esse nome não é à toa! Quando a pequena Bee nasceu, ela teve má formação do coração e imediatamente foi operada. Segundo Bernadette, a menina nasceu azul e ninguem esperava que ela vingasse, porem dias depois, quando a menina já estava melhor, a mãe colocou o nome de Balakrishna que é uma deusa azul, significando o milagre dela ter resistido e pela cor de Bee em seu nascimento)

Segue foto da deusa hindu

Pois bem, voltando ao enredo, Bee éa melhor aluna do colégio Galer Street, e como presente de formatura pede uma viagem à Antártida.  Elgin, o pai de Bee e marido de Bernadette, é programador da Microsoft, ausente da família, acha que sua contribuição financeira é mais que o suficiente, e esta prestes a lançar o Samantha 2 que é o projeto da sua vida, ou seja, esse não é o melhor momento para a viagem. 
Bernadette é uma mulher que esta a beira de uma ataque de nervos, não gosta de sair de casa, tem uma secretária na India que faz tudo para ela, pois ela detesta Seatle e as pessoas que lá moram. O simples fato de pensar de ir para a Antártida lhe dá calafrios.
Mesmo assim, a família se prepara para a viagem, no entanto, poucos dias antes de embarcar Bernadette some, e Bee faz de tudo para encontra-la.
Não posso fazer uma sinopse do livro sem mencionar Audrey que é uma das mães mais influentes do colégio Galer Street,  vizinha de Fox,  passa seus dias mandando emails para as colegas reclamando de Bernadette e faz a vida um horror.

"Onde esta você Bernadette?" não é um livro convencional, nas primeiras 50 páginas o leitor pode ficar um pouco perdido, porque são emails escritos por Bernadette à Manjula (sua secretária indiana), cartas e memorandos da escola de Bee, emails de Audrey às suas amigas, Bee contando algumas coisas que aconteceram a nós leitores (o que é muito bacana). Tudo isso junto conta muito sobre o perfil de cada pessoa.
A leitura chega a ser hilária em alguns pontos. São 372 páginas que passam voando.

O que mais me tocou nessa leitura é o resgate  das personagens, o aprendizado que elas tiveram, saber aprender com os erros, saber a hora de voltar atrás e se perdoar, perdoar os outros. 
O livro tem uma mensagem forte de que não podemos simplesmente acreditar no óbvio, apenas do que vemos, existe mais coisas por trás de cada imagem, de cada ato, todos temos motivos para fazer o que fazemos, e que cada fase da vida é uma oportunidade de começar de novo. Nada esta pronto, tudo ser construido quantas vezes forem necessárias.


Achei a capa brasileira linda!
Segue foto da capa americana. Qual vocês preferem?



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Lançamento: Paralelos - Ed Geração


Olá menin@s!

Hoje venho mostrar o super lançamento da Editora Geração, é o livro Paralelos.

Sinopse

Em um terrível acidente rodoviário, Alexandre morre, mas seu irmão gêmeo Vítor, surpreendentemente, sobrevive. No entanto, ao despertar numa dimensão paralela, autossuficiente e resguardada por instâncias elementares, como o Horizonte de Energia, o Conselho, Deus e os anjos, Alexandre descobre que deveria ter sido salvo e Vítor morrido, equívoco que coloca em risco rodo o funcionamento do cosmos. Embora em dimensões diferentes, os gêmeos precisarão lutar para restaurar o equilíbrio do Universo. Uma aventura fantástica, surpreendente e rica em seus detalhes mais sutis, que arrebata o leitor com todas as suas surpresas e revelações a cada capítulo, além de conquistá-lo com seus personagens ora cativantes, ora assustadores, porém sempre muito interessantes e bem construídos.
Paralelos
Autor: Leonardo Alkmim
Gênero: Romance | Ficção científica
Acabamento: Brochura
Formato:  15,6 x 23 cm
Págs: 432
ISBN: 9788581301082
 

Sobre o autor

Formado pela Escola de Arte Dramática da ECA/USP, Leonardo Alkmim trabalhou como ator ao lado de artistas como Cacá Carvalho, José Celso Martinez, Julia Lemmertz, Alexandre Borges, Ulysses Cruz, Renato Borghi e Paulo Autran. Como dramaturgo, recebeu o Prêmio SESI de Dramaturgia 1995, o Prêmio Jornada SESC de 1997, o Prêmio Residência Oswald de Andrade de 2000, e a indicação para o Prêmio Shell de 2004. Teve vários de seus textos encenados e publicados, além de escrever programas de TV e roteiros de cinema. Paralelos é o seu primeiro romance.

=> Quer ganhar um exemplar desse livro??

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Resenha: Uma questão de segundos - Harlan Coben

"Você precisa saber de uma coisa, Mickey. Sempre há um preço a pagar quando você mente. Quando introduz uma mentira em um relacionamento, mesmo com a melhor das intenções, ela sempre fica lá. Sempre que você está com essa pessoa de novo, a mentira também se faz presente. Pesa em seus ombros. A mentira para o bem ou para o mal sempre estará com você. Será sua companhia constante." p.216 
Uma Questão de Segundos" é o segundo livro da saga de Mickey Bolitar. O primeiro livro, para quem não sabe, é "Refúgio".
Mickey é sobrinho de Myron Bolitar,  o tão famoso personagem de Harlan Coben! Eu adoro os 3! (Harlan, Myron e Mickey! haha).

Essa resenha pode conter spoiler se você ainda não leu Refúgio, no entando preciso dizer que Coben escreve tão maravilhosamente bem que mesmo que não tenha lido o livro anterior, conseguirá ler este, pois ele de um jeito bem elaborado e dentro do enredo, acaba te explicando o que já aconteceu na trama.

Em "Uma Questão de Segundos", Mickey está na casa de Dona Morcega e reconhece em uma foto o paramédico que levou seu pai, na ocasião do acidente que lhe tirou a vida. Será que Brad Bolitar esta vivo?


"Que cenário é mais provável: o Carniceiro de Lodz possui uma ligeira semelhança com o paramédico e você inventou o resto ou um velho nazista de 90 anos agora é um jovem paramédico que trabalha na Califórnia?" p.13

Paralelo a isso, a mãe de Rachel é morta, e Mickey desconfiado de mais uma ação do grupo Abeona, se junta a Colherada e Ema para conseguir desvendar esse mistério.

Harlan escreve como se o próprio Mickey estivesse contando a história para o leitor, isso deixa a gente mais próximo do enredo e o clima de suspense é altíssimo. As personagens são super bem estruturadas, Colherada continua incrível em suas ingênuas e encantadoras sacadas, Ema com seu mau humor e sempre pronta para ajudar.

Como sempre, Harlan Coben é fantástico! Esse suspense é arrasador, principalmente porque nenhum fato passa ileso, nada mesmo, como por exemplo a queimadura na mão de Rachel, as tatuagens de Ema, tudo tem um motivo.
Usando de sua ironia peculiar e sagacidade, "Uma questão de segundos" é um livro para ser devorado! Não tem como parar a leitura! Você quer saber sempre mais e mais, e pelo final ainda teremos pelo menos mais um volume da série.

Adorei o fato de Myron aparecer mais na trama, de várias questões terem sido respondidas, e estou ansiosa pelo o novo livro! Preciso saber de tudo!haha

Se você quiser ler um trecho desse livro, clique aqui!

Outros livros do autor:
Resenha: Fique Comigo
Resenha: O Preço da Vitória
Resenha: Jogada Mortal
Resenha: Sem deixar rastros
Resenha: Cilada
Resenha: Quando ela se foi
Resenha: Refúgio
Resenha: Não conte a ninguém


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Resenha: A menina que semeava - Lou Arounica

"Sentiu saudades do jeito como ela falava com ele, como a maneira dela de pronunciar a palavra "papai" fazia parecer que tudo ia dar certo. Como ela lhe dera motivos para acreditar que todas as promessas poderiam ser realizadas, todos os obstáculos, superados." pag 10
Sinopse:
Chris Astor é um homem de seus quarenta e poucos anos que está passando pelo mais difícil trecho de sua vida. Ele tem uma filha, Becky, de 14 anos, que já passou imensas dificuldades até chegar a se tornar uma moça vibrante e alegre, mas que parece que terá que enfrentar mais um grande problema em sua vida. Quando Becky era pequena e teve câncer, Chris e ela inventaram um conto de fadas, uma fantasia infantil que adquiriu vida e tornou-se um terrível, provavelmente fatal, problema. Agora, Chris, Becky e Miea (a jovem rainha da fantasia criada por pai e filha) terão que desvendar um segredo: o segredo de por que seus mundos de fantasia e realidade se juntaram neste momento. O segredo para o propósito disso tudo. O segredo para o futuro. É um segredo que, se descoberto, irá redefinir a mente de todos eles.A menina que semeava é um romance de esforço e esperança, invenção e redescoberta. Ele pode muito bem levá-lo a algum lugar que você nunca imaginou que existisse. Uma fantasia que trabalha assuntos densos como a separação dos pais, oncologia infantil, separação de filha e pai, adolescência. "A menina que semeava" não é um livro sobre adolescentes comuns. É sobre uma que se deparou prematuramente com a ameaça do fim e teve de tentar aprender a lidar com ele.

"A Menina que Semeava" é um sick-lit que deixa até as pessoas mais duronas com lágrimas nos olhos.
Beck é uma menina de 14 anos que desde os 5 sofre de leucemia. 
Ela já fez o tratamento, melhorou, mas teve uma reincidiva. 
Há 4 anos seus pais se separaram, e nada poderia ser pior para Chris, o pai da garota. 
Ele ama a sua filha mais que tudo, e para aliviar a dor de ambos, ele constrói um reino de fantasia chamado Tamarisk, e conta a estória desse reino para a garota dormir.

Tamarisk é governado por Miea. Tudo ia muito bem, até que ele é atacado por um tipo muito agressivo de praga (assim como Tamarisk, Beck também estava sendo atacada por "pragas", né?) e só a jovem Miea poderá salvar esse reino encantando.

Eu não sou fã de livros de fantasia, mas esse me encantou pelo amor do pai pela filha, pelo modo que ele consegue minimizar a dor de Beck, como ele consegue aprender a expressar seus sentimentos e sua dor.

O livro tem o início um pouco lento, as estórias se intercalam o que pode deixar o leitor um pouco perdido (eu fiquei), mas depois vai ficando interessante.
As estórias (realidade e fantasia) se entrelaçam, e a gente se pergunta o que é real e o que é ficção no livro.

Uma parte que achei muito relevante, é quando Beck diz que o pai sempre finge que as coisas estão bem, que queria que ele assumisse claramente os seus sentimentos, porque ela precisava disso. As vezes, os pais (e eu falo isso como mãe que sou) tentamos de tantas formas proteger nossos filhos, quando eles só querem a verdade.



Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632407
Ano: 2013
Páginas: 416
Tradutor: Maria Angela Amorim de Paschoal