quinta-feira, 21 de junho de 2012

Livro da Semana: Paula - Isabel Allende

"A dor é inevitável em nossa passagem pela vida, 
mas dizem que pode ser quase sempre suportável 
se não houver resistência e se não acrescentarmos
a ela o medo e a angústia".

Sinopse:
Aclamada autora latino-americana, Isabel Allende sensibilizou milhares de leitores em todo o mundo ao publicar Paula, o mais comovente, pessoal e revelador de seus livros. Em dezembro de 1991, sua filha Paula é internada em um hospital da Espanha, gravemente enferma. A escritora acompanha o sofrimento da filha que se prolonga durante meses, em um coma irreversível, e escreve a história de sua família para a jovem inconsciente, na esperança de que algum dia ela desperte. Encantados, temos acesso às memórias de infância de Isabel Allende, os relatos sobre seus ancentrais, sobre a sua juventude e seus segredos mais íntimos. O Chile e a turbulenta história do golpe militar de 1973, a ditadura e o exílio de sua família são pontos altos dessa autobiografia inesquecível. Paula é uma evocação e um hino à vida, escrito com força e coragem de uma mulher que soube dar a volta por cima. 

Minha Opinião
Paula ou Cartas a Paula, é um livro lindo, emocionante! Nele a escritora Isabel Allende escreve para a filha Paula que esta em coma, devido a porfiria
O livro se torna uma biografia da vida da própria Isabel. Ele te leva ao passado e retorna ao presente, fazendo parenteses a todos acontecimentos e sentimentos da escritora.
Em "Paula" ficamos conhecendo a vida pela óptica da Isabel Allende, sua jornada e até seus segredos mais profundos.
O desfecho é dramático e emocionante.
É um livro intenso, cheio de paixão, lembranças e afetos. Lindo!


Frases Marcantes:
"Talvez a gente esteja no mundo para procurar o amor, encontrá-lo e perde-lo muitas vezes. Nascemos de novo a cada amor, e a cada amor que termina abre-se uma ferida. Estou cheia de orgulhosas cicatrizes."


"Paciência, coragem, resignação diante da morte. Se escrevo alguma coisa, temo que ela aconteça, se amo demais alguma pessoa, tenho medo de perdê-la; no entanto não posso deixar de escrever, e nem de amar..."


"Aí pensei que desde os tempos imemoriais as mulheres têm perdido filhos, é a dor mais antiga e inevitável da humanidade. Não sou a única, todas as mães passam por esta provação, ficam com o coração partido, mas continuam vivendo porque precisam proteger e amar os que permanecem vivos".


"Assim estamos todos nós, desde que nascemos, morrendo pouco a pouco".


"Sou um barco sem rumo que navega num mar de sofrimento".
  • Editora: Bestbolso
  • Autor: ISABEL ALLENDE & IRENE MOUTINHO
  • ISBN: 9788577990443
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2007
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 434