segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Reflexão da Semana: Amor feinho

Amor bonito é amor doído.
Amor proibido, amor perdido...amor como das "Pontes de Madison", Abelardo e Heloísa, amor de Romeu por Julieta, o amor das músicas, dos filmes...
O amor convencional, do dia a dia, não canta músicas, não transborda mais no coração, é o amor da rotina, o amor sem dor, sem emoção, sem alegrias demais, sem tristezas demais...o amor mais ou menos...o amor que não daria filmes e nem músicas...ele nao sangra e não dói.
Mas o que será que Julieta e Romeu iam preferir? O amor dolorido ou o meu "amor feinho"? O que será que Abelardo e Heloísa pediam a Deus nos momentos de angústia antes de sua separação?
Como nas "Pontes de Madison", a hora da escolha...o que você escolheria? O amor proibido, o amor exaltado que com o tempo sem a dor, sem a proibição, sem a paixão para aclama-lo tambem viraria feinho...

Com certeza, todos eles também iam querer esse "amor feinho" como Adélia Prado apelidou carinhosamente, esse amor que não sofre, que não abala o coração, que é morno, mas é feliz!

O Beijo - Auguste Rodin

Adélia Prado – Amor feinho

"Eu quero amor feinho.

Amor feinho não olha um pro outro.

Uma vez encontrado, é igual fé,

não teologa mais.

Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo

e filhos tem os quantos haja.

Tudo que não fala, faz.

Planta beijo de três cores ao redor da casa

e saudade roxa e branca,

da comum e da dobrada.

Amor feinho é bom porque não fica velho.

Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:

eu sou homem você é mulher.

Amor feinho não tem ilusão,

o que ele tem é esperança:

eu quero amor feinho."

 
P.S: Quem não assistiu, assista "As Pontes de Madison" é lindo!!
 
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